quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Os boatos dos palhaços assassinos e o comprometimento da cultura circense nas escolas

Por: Danielly Meirelles

Todos nós compreendemos que o Circo é uma realidade com um alto valor sócio-cultural. Esta prática centenária ainda carrega valores patrióticos, de princípios e pedagógicos que são de grande importância para a socialização e desenvolvimento pessoal e social. Por isso, o palhaço, como parte desta cultura é muito utilizado nas escolas. Mas o que acontece quando um ser inocente vira assassino?


Notícias já nos informam que a existência de adeptos da onda dos “palhaços assustadores” perto de nós, têm gerado transtornos em crianças, e adolescentes. Padecentes do medo oriundo da nova moda noticiada em reportagens, as informações sobre eles chegaram não só virtualmente, mas, dentro das escolas é um dos assuntos mais comentados. 

Estudiosos do campo da Educação, atentando-se para os prejuízos emocionais que esse burburinho pode causar nas crianças, afirmam que a escola deve dar espaço a este tema dentro de sala de aula para que as coisas sejam esclarecidas. Uma das alternativas é escutar os alunos compreendendo que esse medo surge em um determinado contexto social. Deve-se indagar sobre o significado do palhaço e esclarecer que esta significação é variada conforme as culturas. Por causa dos eventos ocorridos nos EUA, sua imagem, atualmente está associada ao terror, mas, sua figura também se vincula ao riso, à cultura popular, e até mesmo à relutância e à crítica social.

Essa figura ingênua, tem papel fundamental nas artes, que não se associa de forma alguma à violência. Palhaço não mata, não se esconde e não é moda, ele é milenar. Os que se aproveitam da imagem do palhaço para provocarem o pavor, não são verdadeiramente palhaços.O palhaço vocacionado, estuda muito e se esforça para descobrir o enigma do riso. Ele vive para fazer graça e faz graça para continuar vivendo.Tanto a cultura circense, quando o palhaço, não dependeram de empresas cinematográficas, e muito menos desses boatos de palhaços que assustam, para se manterem na cultura popular.

Para encerrar este post, deixo a fala de uma palhaça sobre todos esses boatos:  "Ele tem o direito de falar a verdade, de ser bobo, esperto, medroso e extremamente corajoso ao mesmo tempo, tão corajoso a ponto de ter certeza de que a onda vai passar, os “assassinos” vão para algum lugar junto à loira do banheiro e os palhaços legítimos ficarão, como verdadeiros agentes transformadores da vida."



Referencias:
http://www.circonaescola.com.br/
http://correio.rac.com.br/_conteudo/2016/10/campinas_e_rmc/453103-onda-dos-palhacos-sinistros-ja-amedronta-as-criancas.html



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