sábado, 19 de novembro de 2016

Nota de Encerramento


Circo ou palhaçada?


Chegamos ao fim do trabalho proposto pela disciplina Seminário 4 – Projetos, esperamos que este blog tenha contribuído para uma reflexão, desmistificação, e informação sobre o tema escolhido: “ Palhaços Assustadores”.
Neste blog buscamos apresentar a temática através de uma sequência de postagens iniciando com uma abordagem histórica-social da figura do palhaço desde sua origem e papel exercido na Idade Média como bobo da corte, à evolução da sua representação social através das linguagens artísticas, como cinema, teatro e música.
Buscamos construir um panorama entre as notícias atuais, sobre os palhaços assassinos ou assustadores para evidenciar a origem dos acontecimentos, motivação e como a velocidade das informações percorrem o mundo influenciando as culturas.
Também consideramos a relação do medo latente, através da Coulrofobia a as consequências dos acontecimentos para o comprometimento da figura do palhaço, tanto para crianças como para adultos, através dos prejuízos emocionais, culturais e econômicos.
     Por fim, como resultado da pesquisa mencionamos como os acontecimentos relacionados a aparição de palhaços assustadores pelo mundo, está sendo visto pela ciência, pelo povo e pela mídia. Salientamos que as postagens desse blog não pretendem esgotar o assunto nem mesmo detalhar profundamente as questões, antes, porém subsidiar a discussão sobre o tema, colaborando para refletir efetivamente sobre os contextos sociais que afetam a realidade social e educacional brasileira.

Assim nos despedimos, com esta nota de encerramento, que é um texto coletivo e colaborativo, produzido na interação dos participantes do blog com as postagens, fóruns e discussões online.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

É TANTA PALHAÇADA

Por Priscila Garcia de Sousa e Silva

            Os acontecimentos relacionados a aparição de palhaços assustadores pelo mundo, está sendo considerado pela ciência como fenômeno social. Segundo Phil Zimbardo, psicólogo social, em recente publicação no site Psychology Today, existem situações específicas que motivam quase todas as pessoas a um envolvimento inadequado de comportamento “do mal”.  Havendo ainda situações específicas que facilitam esse comportamento social nos outros. A psicologia atribui essa motivação para o mal aos efeitos antissociais da desindividualização, fator característico deste personagem e profissional devido sua caracterização com roupas engraçadas, perucas malucas e  maquiagem completa. A desindividualização é essa camuflagem permitida através da sua caracterização, uma vez que você está na sua roupa de palhaço, sua verdadeira identidade se torna profundamente protegida  e ninguém o reconhece. Embora esses recursos tenham  várias funções, do ponto de vista social e psicológico, a função primária é a desindividualização.
            Pelo saber popular, o fenômeno cultural é um onda “a moda”. Aterrorizante, macabra e demasiadamente ofensiva. Pela mídia, o fenômeno, está sendo chamado de "Apocalipse dos Palhaços" ("Clown Apocalypse"), devido a onda de aparições causarem pânico em todo o mundo.
De acordo com pesquisa apresentada pelo site americano Heavy.com os relatos de incidentes envolvendo palhaços teve registrados incidentes e aparições em 40 dos 50 Estados dos EUA. Ocorrendo em centros urbanos movimentados como Nova York e também em regiões rurais.
O fenômeno não é novo, há tempos crimes são cometidos por palhaços malvados, e aparecem em todas as vertentes  das linguagens artísticas, como já abordamos aqui no blog, desde sua origem abordava o bem e o mal , a alegria e o drama.
A verdade é que eles estão por toda parte, pessoas comuns que encontraram uma oportunidade para um momento de fama, em redes sociais, canais virtuais, e internet. 
Na atual conjuntura da crise política e econômica do Brasil, parece que os palhaços criminosos estão atuando em todas as esferas da sociedade, desmascarados, disfarçados de cidadãos comuns, enquanto os holofotes buscam respostas para a onda de aparição dos palhaços assustadores, caracterizados literalmente, os políticos brasileiros protagonistas desmascarados, transformam nosso país em uma lona de circo gigante. Tamanha palhaçada que tomou conta do mundo.
 E como a vida imita a arte, a arte imita a vida ... A caça aos palhaços está a todo vapor !
Confirmadamente, diante da palhaçada generalizada parece se encaixar com uma luva a denominação da mídia sobre este tempo: “Apocalipse dos Palhaços”. 

A nova moda de assustar

Consequências da nova onda dos palhaços assustadores

Por Gabriella Michalopoulos

            Não bastou muito para nova moda dos palhaços assustadores pegar para que com ela trouxesse consequências.
            A empresa mundial do ramo de fast food, Mc'Donalds, precisou afastar seu mascote, Ronald Mc'Donalds, das aparições e do marketing, e a principal motivação foi a aparição dos palhaços vestidos de forma macabra e que assustavam as pessoas. Isso gerou espanto nos frequentadores e consumidores da marca, uma vez que o mascote sempre esteve presente nos restaurantes e eventos.
            “Estamos cientes do atual clima gerado pelos palhaços avistados em diferentes comunidades e, por causa disso, estamos sendo cuidadosos com a participação de Ronald McDonald em eventos”, disse a empresa em comunicado.




             Já o Carnaval também está ameaçado em decorrência dos palhaços. Habitualmente é normal as pessoas fantasiarem-se de palhaço para desfilar nos bailes e blocos sem causar grandes espantos e repercussões. Porém com a chegada da informação dos palhaços assustando pessoas pelo mundo, a fantasia alegre dos palhaços podem ser afetadas. As pessoas podem ter receio da fantasia, podendo evitá-la para não confundirem-se com o outro tipo de palhaço.
            Na Alemanha o Carnaval já teve início, e as pessoas que dele participam foram orientadas pela polícia local a não fantasiarem-se de palhaços. O medo principal é que alguns indivíduos aproveitem-se desta data para vestirem-se como palhaços e assustarem, ou até mesmo machucar ou cometer crimes.





              Percebemos nisso a influência que atos que repercutem mundialmente podem ter na vida da sociedade em geral, e esses dois fatos relatados são exemplos disto.


Fontes de pesquisa:

http://www.sobrenoticias.com.br/onda-de-palhacos-assustadores-faz-mcdonalds-limitar-aparicoes-de-seu-mascote/
http://www.dw.com/pt-br/pr%C3%A9-carnaval-pode-ser-perturbado-por-palha%C3%A7os-macabros/a-36325045

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O PALHAÇO E A ARTE: TEATRO

O PALHAÇO E A ARTE:       TEATRO

 Por: Priscila Garcia de Sousa e Silva


       O palhaço  conceitualmente é visto como lírico, inocente, ingênuo, angelical e frágil. Não considerado um personagem, expondo-se, mostrando sua ingenuidade. Mesmo vinculado aos circos, o palhaço pode atuar também em espetáculos abertos, em teatro, com a tarefa de entreter o público durante as apresentações, especialmente no circo. Pode ser visto em diferentes perspectivas e apresentações como o melancólico, romântico, bufão, tramp (mendigo), e malvado. Pode ser visto com predominante característica de comportamento de uma pessoa não confiável ou não acostumado a levar a sério um argumento.
        Os lubyet (Oriente Médio) eram figuras cômicas das dinastias chinesas, atuavam como desastrosos assistentes dos personagens príncipes e princesa. Tinham grande influência nas ações dos imperadores.
Nas tragédias gregas, os palhaços entravam em cena satirizando os contos gregos, principalmente os de Hércules.
Na Escandinávia eram conhecidos como gleemen, e na França, jongleurs.
        Enquanto os Bobos da corte fazia suas graças para não perder a cabeça, os artistas de ruas faziam as suas, para não morrer de fome.
É possível encontrar facilmente histórias antigas e atuais envolvendo bobos da corte. Nigel Rodes, o primeiro bobo da corte oficial desde 1649, quando o último ocupante do cargo perdeu o emprego após a revolução republicana liderada por Oliver Cromwell e a decapitação do rei Charles 1º.
 Os palhaços na religião faziam o papel de diabo cômico ou narrador. Até que William Shakespeare mostrou que o palhaço podia não só fazer rir, como fazer chorar, e tornar ainda mais dramáticas as cenas trágicas de uma obra, os palhaços passaram a ser tão importantes, nessas representações, quanto os atores sérios de grandes clássicos do teatro.
O bobo da corte foi personagem recorrente nas peças de Shakespeare - por exemplo de Otelo e Rei Lear. Foi também o personagem que deu nome à ópera Rigoletto de Verdi.
Atualmente, diversas companhias de teatro utilizam-se do personagem para trabalhos humanitários, sociais, em hospitais, em locais de vulnerabilidade social,  não sendo um personagem exclusivo do circo , o palhaço apresenta essa versatilidade desde o teatro de rua, teatro dramático, programas de TV, Filmes, obras de arte, literatura , enfim presente em todas as linguagens artísticas.
Indiscutivelmente é um prejuízo para a cultura e a arte, a associação criminosa e  violenta que se tem feito da imagem do palhaço.



Fonte:
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Palha%C3%A7o  Acessado em: 16/11/2016.
Hoje tem espetáculo?: as origens do circo no Brasil. Coleção Memória .Editora Ministério da Cultura, 1987. Online desde 20 set. 2007. Acessado em 16/11/2016.

CASTRO, ALICE VIVEIROS. O elogio da bobagem: palhaços no Brasil e no mundo. Família Bastos Editora, 2005.